Na era da incerteza e volatilidade, a resiliência dos negócios é mais que uma vantagem competitiva; é uma necessidade imperativa. As empresas enfrentam uma variedade de riscos, desde desastres naturais até ciberataques, que podem prejudicar suas operações. Portanto, integrar proteção de ativos, seguros e continuidade de negócios é crucial para promover a resiliência.

 

Adotar uma abordagem abrangente e proativa na gestão de riscos não só protege os ativos e garante operações ininterruptas, como também fortalece a capacidade de adaptação e prosperidade em um ambiente dinâmico. As tendências de mercado reforçam a importância dessa abordagem, sublinhando a necessidade de uma governança robusta de riscos como pilar central da estratégia empresarial moderna.

Os seguros permitem que as empresas transfiram parte do ônus financeiro de eventos adversos para seguradoras. Escolher as coberturas adequadas é uma decisão estratégica que deve considerar os riscos específicos enfrentados e a tolerância ao risco da empresa. Políticas de seguro abrangentes podem cobrir uma ampla gama de eventualidades, incluindo danos materiais, interrupção de negócios e responsabilidade civil, proporcionando tranquilidade e proteção financeira em tempos de crise.

A continuidade de negócios refere-se à capacidade de uma organização de manter suas operações essenciais durante e após uma interrupção significativa. Isso envolve a elaboração de planos detalhados de resposta a crises, com ações para mitigar os impactos de eventos disruptivos. Esses planos devem abranger diversos cenários, desde desastres naturais até falhas de infraestrutura e ataques cibernéticos, garantindo preparação para qualquer eventualidade.

Uma pesquisa realizada em 2024 pelo Instituto de Pesquisa e Gestão de Risco revelou que cerca de 70% das empresas enfrentam pelo menos um incidente a cada cinco anos. Grande parte desses incidentes poderia ser evitada ou gerenciada de forma eficaz com um plano de continuidade de negócios adequado.

 

Investir em resiliência vai além da simples prevenção de riscos; envolve preparar a empresa para responder de maneira eficaz a incidentes e principalmente a crises. Adotar uma abordagem proativa para entender e gerenciar riscos permite que as organizações tomem decisões mais informadas e resilientes. Um plano sólido de Continuidade de Negócios deve incluir:

  1. Estruturação do tema na organização no modelo TOP DOWN: (Dos líderes para o operacional);
  2. Diagnósticos rápidos: para identificar Ameaças, Riscos, Impactos potenciais ao Negócio em caso de interrupções;
  3. Estratégias de Continuidade e Melhora da Resiliência: para as Partes do Negócio que são críticas, de acordo com o Apetite de Risco da organização;
  4. Estratégias de comunicação e educação: Garantir que todos na organização saibam o que é, o que fazer em caso de emergências, incidentes e/ou crises;
  5. Planos de emergência e segurança funcionais: Procedimentos claros que garantam a segurança de todos os funcionários e testes para condicionamento;
  6. Estratégias para a proteção: continuidade e recuperação das tecnologias críticas, considerando fornecedores e seguros cibernéticos;
  7. Backup de dados e redundância de sistemas: Sistemas que garantam a continuidade das operações mesmo quando os principais falham;
  8. Treinamentos regulares: Simulações e treinamentos frequentes para preparar os funcionários a agirem rapidamente e corretamente durante uma crise.

Com o aumento da digitalização, a proteção contra riscos cibernéticos tornou-se uma prioridade, exigindo uma governança robusta para proteger dados e sistemas. Portanto, é essencial que as empresas mantenham uma conformidade rigorosa, adaptando suas estratégias de proteção e continuidade de negócios.

*Jeferson D’Addario é CEO do Grupo DARYUS, professor coordenador do MBA de Gestão e Tecnologia em Segurança da Informação (GTSI), do MBA em Gestão de Risco e Continuidade de Negócios (GRCN) do Instituto DARYUS de Ensino Superior Paulista (IDESP) e consultor sênior em Continuidade de Negócios e Gestão de Riscos há mais de 20 anos.

Fonte: Jornal Contábil


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